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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Fundo de População da ONU destaca aspectos positivos do envelhecimento populacional para o país

A dinâmica populacional brasileira traz oportunidades e desafios socioeconômicos. Diante da expectativa de que, em 21 anos, o país dobre seu contingente de pessoas com mais de 65 anos, é necessário discutir o perfil de suas políticas públicas para esse cenário.
Jaime Nadal, representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, lembrou durante evento em Brasília na semana passada (19) que, apesar de o envelhecimento populacional ser frequentemente associado aos custos previdenciário e com saúde, é preciso reconhecer e potencializar seus aspectos positivos.
“É necessário compreender que o envelhecimento é o resultado de avanços significativos no desenvolvimento e nas condições de vida dos países. As oportunidades que a demografia apresenta são infindáveis quanto às contribuições de uma população idosa economicamente ativa”, disse.
Foto: PNUD Brasil
Foto: PNUD Brasil





A dinâmica populacional brasileira traz oportunidades e desafios socioeconômicos. Diante da expectativa  em 21 anos, o país dobre seu contingente de pessoas com mais de 65 anos, é necessário discutir o perfil de suas políticas públicas para esse cenário.
O seminário “Demografia econômica e envelhecimento populacional no Brasil: desafios e perspectivas para políticas públicas”, que aconteceu na semana passada (19), em Brasília (DF), teve como objetivo trazer à luz as inter-relações desse movimento populacional com a economia e potenciais soluções de planejamento.
Organizado por Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, o evento reuniu mais de 120 pessoas entre especialistas, corpo acadêmico, representantes de governo e sociedade civil, apresentando diferentes prognósticos para o futuro da economia brasileira frente ao envelhecimento populacional.
Com apoio do projeto “Transição demográfica: oportunidades e desafios para alcançar os ODS na América Latina e no Caribe”, coordenado pela CELADE — Divisão de População da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) —, a atividade trouxe temas como contas nacionais, transferências inter-geracionais, educação, mercado de trabalho, igualdade de gênero e ajuste fiscal.
Para Jaime Nadal, representante do UNFPA no Brasil, o envelhecimento populacional é um dos processos mais importantes do século 21. O processo de envelhecimento é frequentemente associado aos custos previdenciário e com saúde, à estagnação da produtividade e dos investimentos e à pressão sobre o crescimento potencial. Porém, é também necessário reconhecer e potencializar seus aspectos positivos.
“É necessário compreender que o envelhecimento é o resultado de avanços significativos no desenvolvimento e nas condições de vida dos países. As oportunidades que a demografia apresenta são infindáveis quanto às contribuições de uma população idosa economicamente ativa”, disse.
“O processo de envelhecimento acontece de maneira distinta quando analisada por sexo, raça, níveis socioeconômicos, nos meios rural e urbano. É fundamental que a administração pública leve em conta essas diferenças para que se construa uma política que reduza as iniquidades”, ressaltou o representante do UNFPA.
A janela de oportunidades do chamado bônus demográfico no Brasil está com os dias contados. Os contrastes internos apontam que é fundamental, por um lado, reforçar o investimento na formação de capital humano e modernização do mercado de trabalho para criar oportunidades de desenvolvimento para o grande contingente de pessoas jovens. Ao mesmo tempo, é necessário antecipar as questões relacionadas ao envelhecimento da população, que apresentarão novos desafios para a produtividade, para o modelo de crescimento econômico e para as finanças públicas.
Para Jorge Arbache, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, existe uma dificuldade de se atingir o pleno potencial do trabalhador garantindo-lhe seus plenos direitos. “Por isso, eventos como esse são um passo importante para que se alinhe as demandas e as projeções populacionais no âmbito das políticas públicas para garantir a qualidade dos serviços em caráter nacional”, avaliou o secretário.
De 1950 a 2015, a população brasileira ganhou 24 anos de esperança de vida, aproximadamente quatro anos por década. Na mesa de debates, intitulada “Envelhecimento populacional, transferências inter-geracionais e contas nacionais”, Paulo Saad, diretor da Centro Latino-Americano e Caribenho de Demografia, da CEPAL, apresentou as tendências demográficas na região, incluindo o Brasil.
“O que aconteceu foi uma rápida variação no padrão de crescimento populacional com altas taxas de fecundidade, para uma sociedade onde os nascimentos passaram a decrescer. Isso atrelado ao fato de que a esperança de vida aumenta constantemente, criando uma inversão da pirâmide etária.”
Cássio Turra, professor da do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, da Universidade Federal de Minas Gerais (CEDEPLAR/UFMG), mostrou que, seguindo essa lógica populacional, os programas de transferência de renda no Brasil, que outrora eram destinados para população mais jovens, com a transição, foi se adaptando à população adulta e idosa.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Idosos no Brasil: Envelhecer com Dignidade



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Vera Mattos lança e-book Mulheres Que Amam Demais. Garanta o seu!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sabe como escolher um cuidador? Existe um tipo de cuidador para cada idoso.

Os familiares devem solicitar ao médico do idoso ou da idosa uma avaliação. Infelizmente a quantidade de geriatras é muito pequena para atender a demanda. Mas um bom médico clínico poderá realizar a análise.

Somente após a avaliação multidimensional da pessoa idosa será possível indicar um cuidador ou cuidadora.

Na verdade esta avaliação servirá para identificar problemas de saúde condicionantes de declínio funcional.

Mas temos que lembrar que são informações necessárias mas que não substituirão a escuta qualificada realizada por profissional de saúde habilitado e a investigação de todos os aspectos (familiares, sociais, culturais, econômicos, afetivos, biológicos, etc) que envolvem a vida da pessoa.

Mas existem dicas simples:

1. O cuidador básico está destinado a atender idosos que não necessitem de atos médicos em sua rotina diária.Estes profissionais não podem realizar qualquer um dos atos que são praticados por profissionais de saúde.Exemplos: aplicar injeções, verificar pressão arterial, entre outros.Lembremos que a ocupação de cuidador básico está entre aquelas ocupações consideradas "domésticas".

2. O cuidador que também é técnico em Enfermagem poderá ser o cuidador ideal para idosos que necessitam de cuidados especiais incluíndo-se aí atos rotineiros de enfermagem.

3. Cuidadores especializados em gerência para residências e asilos deverão ter nível superior devidamente comprovados.

4. Há uma enorme diferença entre os cuidadores domiciliares, cuidadores para hospitais e cuidadores para asilos e residências geriátricas.

5. A seleção é criteriosa e tem que ser feita conforme cada situação.

6. A análise da situação da família do idoso é fundamental.

7. Todos os critérios devem ser avaliados antes de contratar alguém.Temos que ter o máximo de segurança no sentido de evitar o cuidador com desequilibrio emocional ou que tenha tendência a qualquer tipo de violência contra o idoso.

8. Vamos recordar que o conceito de "ser frágil"foi sendo gradativamente substituído pela condição de "tornar-se frágil".


Vera Mattos
Presidente da Fundação Jaqueira.

domingo, 24 de outubro de 2010

Quando contratar um cuidador ? Palestra da Presid. da Fundação Jaqueira na Igreja da Graça.

Quer saber o que faz um cuidador, quando ele deve ser contratado, quais são os termos da contratação? Principalmente, os aspectos éticos desta profissão.

Tudo isto na palestra da presidente da Fundação Jaqueira,Vera Mattos, que será realizada na quarta, 15h30m na Igreja da Graça, bairro da Graça, Salvador, Bahia.

Se possível, traga um kg de alimento não perecível.

Venha! Estamos aguardando.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira entrevistada hoje no programa Fala Bahia da Rede Bahia.












Em comemoração aos dez anos da Fundação Jaqueira, a presidente Vera Mattos foi entrevistada pelo Fala Bahia da Rede Bahia. O programa que tem uma belissima audiencia deverá ser transmitido hoje. Fiquem atentos e saibam mais sobre a Fundação Jaqueira, o nome mais forte quando o assunto é a terceira idade.

Programa: Fala Bahia com Emmerson José.
Quando: hoje
horário:18:30 h
Canal: TV Salvador. (28)
Entrevistada:Vera Mattos
Repórter: Yula Verde

sábado, 20 de março de 2010

IN MEMORIAN: MARIA LÚCIA JAQUEIRA DE MATTOS.


Sete anos de Saudades!

Optou pelos analfabetos para alfabetizá-los. Optou pelos esfomeados para alimentá-los. Optou pelos doentes para tratá-los.



As missas in memorian para Maria Lúcia Jaqueira de Mattos serão celebradas na Igreja de Nossa Senhora da Piedade. Estão previstas duas missas amanhã, 21 de março de 2010, nos horários das 11 horas e das 18 horas.

Vamos celebrar a saudade que sentimos desta mulher generosa, amiga dos humildes, cuja porta sempre esteve aberta para o acolhimento aos humildes.

Desbravadora, inovadora, corajosa, frágil e forte. Segurança, seriedade, honestidade.
Exigia muito de todos os seus colaboradores e alunos.

Poderia ter sido apenas mais uma senhora da sociedade baiana.Mas optou pelos pobres, pelos desvalidos.

Optou pelos analfabetos para alfabetizá-los. Optou pelos esfomeados para alimentá-los. Optou pelos doentes para tratá-los.

Nascida em família tradicional, contou com o apoio inestimável das tias Sidrônia Jaqueira, Etelvina Jaqueira Pimenta e Esther Jaqueira Gírio.Dos seus pais Maria da Luz Jaqueira de Mattos e Heráclio Ermelin de Mattos.

Dedicou a juventude a região de Jequié, Bahia. Todos os muncipios vizinhos de alguma forma viveram o impacto que a jovem da Capital levava para o interior. Em Jequié temos conhecimento da existencia da Escola Municipal Maria Lúcia Jaqueira.

Casou-se com Abdon Barretto e com ele teve 3 filhos: o economista Abdon Barretto Filho, o advogado Oyama de Mattos Jaqueira Barretto e a atual presidente da Fundação Jaqueira, jornalista e psicanalista Vera Mattos.Tem vários netos mas queremos destacar Andréa Jaqueira Ermelin de Mattos Vieira que desde os 16 anos se dedica ao trabalho social e tem na avó o maior exemplo.

Um vida dedicada ao amor, ao serviço, ao próximo.

A Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos celebra com enorme saudade este momento.
Agradecemos todas as mensagens de lembranças e saudades.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Vera Mattos:"A paz está ligada diretamente a sustentabilidade. As mulheres devem possuir emprego e renda".

“A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.
Vera Mattos



“A única forma da mulher obter sua independência é através do binômio educação e trabalho. As leis servem para amparar e defender a mulher em
Situação de violência doméstica. Mas a manutenção dela própria e da família passam pelo estudo e qualificação.

Somente através da qualificação profissional e de sua inserção no mercado de trabalho será possível garantir a sua sobrevivência. O Estado não está preparado para atender as mulheres vítimas. Elas voltam para casa porque não contam com abrigos, casas transitórias com a mínima qualidade. Além de fugirem dos agressores, elas também têm que cuidar da família, dos filhos menores e até mesmo de outros familiares”.

Esta é a opinião de Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira e representante do Fórum de Mulheres do Mercosul- Capítulo Brasil/Bahia.
“Avaliando o que é oferecido às mulheres para garantir a segurança pessoal e familiar, percebemos que tudo é transitório e de difícil acesso. Mesmo com todas as redes realizando um trabalho de apoio, o essencial continua difícil. A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.

Vera insiste no fato de que ficou nas décadas finais do século XX a figura da mulher dependente, que espera que o marido seja o provedor e que não sabe exatamente o valor de nada. “Infelizmente, ainda existem muitas mulheres nestas condições. Dependem completamente dos maridos que nem sempre são bons companheiros. E a submissão é concreta. Elas lavam e passam roupas, cozinham, cuidam dos filhos, e não buscaram uma evolução pessoal. Geralmente, ao ficarem mais velhas acabam sendo trocadas como se fossem objetos descartáveis. Antes mesmo de entrarem na menopausa deixam a vida sexual de lado, acreditam que devem fidelidade ao marido e que devem criar ou terminar de criar os filhos. Assim, sem sentir vão abrindo mão de todas as suas possibilidades pessoais.”

Por esta razão, a feminista Vera Mattos acredita que esta é definitivamente a era do trabalho para a mulher. “Temos que qualificar cada vez mais mulheres. Prepara-las para o mercado de trabalho, permitir que tenham acesso à cultura e a educação, disponibilizar cada vez mais conhecimento.
É assim que procuro fazer quando me encontro com mulheres de todas as camadas econômico-sociais. A comunicação deve ser oferecida com absoluta qualidade. Não importa se esta mulher é da periferia ou de bairros nobres. Toda mulher é igual. Toda mulher necessita de respeito, atenção e interesse. Misturar as classes sociais é fundamental para a autoestima, para a compreensão das diferenças e para organização do pensamento.”.

Um exemplo que Vera Mattos oferece é o fato do que nos cursos básicos para cuidadores de idosos, quando a presença feminina é maioria, pessoas de diversos níveis culturais se encontram e o resultado geralmente é positivo. ”A compreensão das diferenças é fundamental. É quando ocorre a compreensão do pensamento. O medo pode fazer com que muitas fiquem caladas. Mas quando a oportunidade de troca acontece, assistimos e participamos de momentos valiosos de crescimento pessoal.”

“Mulheres que trabalham e garantem o próprio sustento tem mais segurança em suas decisões. Deixar para aprender uma profissão quando a crise já chegou ao casamento é uma temeridade. É preciso estar atenta ao mercado de trabalho e buscar algo que seja possível realizar. Conheço mulheres que começaram a vida profissional como manicure e que hoje são empresárias no setor.” -, diz Vera Mattos.

Vera Mattos comemora o fato da Fundação Jaqueira ter qualificado mais de 400 mulheres como cuidadoras de idosos somente no ano de 2009. ”Em nossos cursos nós oferecemos o diferencial que é a compreensão individual para que seja possível cuidar de outra pessoa. Então, respondemos muitos questionamentos inevitáveis para a maioria das mulheres. E queremos avançar nesta área. Ficamos felizes quando acolhemos em nossas salas mulheres de toda a região metropolitana. E comemoramos cada vez que uma tem sua carteira assinada. É um sentimento muito bom. É saber que a partir daquele momento aquela mulher será menos uma na estatística da violência. Que ela poderá decidir com quem ela quer se relacionar. É saber que ela poderá ter uma profissão segura.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Flávio de Paula recebe Vera Mattos: Campanha Graça Solidária e Fundação Jaqueira.




A Campanha Graça Solidária conta a partir de agora com a parceria da Fundação Jaqueira. Como primeiro resultado está garantida a doação de cinco mil pratos de sopa mensais.Voluntários da Campanha Graça Solidária compareceram na Igreja da Graça quando assistiram palestra da Dra. Vera Mattos sobre a importância do trabalho a ser desenvolvido. O casal Hortência e Flávio de Paula reuniu um grande número de amigos.Com cânticos e orações, tivemos uma bela manhã.

As instituições a serem beneficiadas enviaram representantes e todas as dúvidas foram esclarecidas.Logo após houve a degustação da sopa.

A escolha da Campanha da Graça Solidária para receber os cinco mil pratos de sopa mensalmente foi do Monsenhor Gaspar Sadoc. A atitude dele foi recebida com grande alegria pelos voluntários da Campanha Graça Solidária.

A Fundação Jaqueira coloca-se integralmente ao dispor da Campanha.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher. Comemoremos!

Alunas de Plataforma...

Alunas de São Cristovão...

Alunas de Valéria...

Alunas de Pau Miúdo...

Alunas de Itapoan...

Alunas de Patamares...

Alunas de Mussurunga...

Alunas de Santo Agostinho...

Alunas de Pau da Lima...

Alunas de Águas Claras...

Alunas de Castelo Branco...

Alunas de Pituaçu...

Alunas de Narandiba...

Alunas de Nazaré...

Alunas de Lauro de Freitas...

Alunas de Camaçari...

Alunas de Dias D'Ávila...

Alunas da Graça...

Alunas da Barra...

Alunas do Canela...

Alunas do Centro...

Alunas da região metropolitana de Salvador...

Alunas de outros municipios, de outros Estados e de outros Países.

Temos orgulho de vocês.

Aquele abraço!

Vera Mattos
Presidente da Fundação Jaqueira

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Projeto Ciranda. Parceria com a Fundação Contorno Viola.



Fonte: Correio da Bahia.

Vera Mattos:um pouco sobre nossa presidente.

Sobre Vera
Vera Mattos

Jornalista e escritora. É Conselheira em Direitos Humanos. Militante, ativista. Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos, dirigente da ong Risco Mulher Brasil e da Rede de Atenção a Crianças em Déficit Mental. Representa na Bahia o Fórum de Mulheres do Mercosul, Capítulo Brasil, seção Bahia.

Vera Mattos vem sofrendo ameaças de morte pela sua luta contra a pedofilia e contra a violência exercida contra a mulher.

Há mais de 20 anos luta como defensora dos Direitos Humanos no Brasil e também se envolve em questões internacionais. Seus artigos são amplamente veiculados pela mídia.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

FUNDAÇÃO JAQUEIRA NECESSITA DE ATENÇÃO DO GOVERNO BAIANO PARA DAR CONTINUIDADE AO SEU TRABALHO.


“Nunca recebemos nada do Governo do Estado. É como se o executivo não enxergasse o trabalho da Fundação.Não há nenhum tipo de incentivo ou de interesse. Neste caso, repete-se o comportamento dos governadores anteriores”, declara Vera Mattos.


Durante os cursos de qualificação para a formação de cuidadores de idosos, as alunas receberam orientação prática e teórica sobre comportamento, psicologia do envelhecimento,convivência,entretenimento,apoio nutricional, suporte para a família e higiene. Também são introduzidas no universo da Gerontologia, Geriatria e Psicogeriatria.

Para Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira, o curso é muito importante, “pois delimita as funções do cuidador de idosos. Muita gente acha que as pessoas que exercem essa atividade podem fazer procedimentos como curativos e medir pressão arterial. O que é um equívoco, pois são funções que só devem ser exercidas por profissionais de enfermagem”, alerta.

Na sua avaliação, as atividades desenvolvidas foram de fundamental importância para garantir mais segurança e qualificação às profissionais que cuidam de idosos no município de Salvador, Bahia.

“ É importante ressaltar a qualificação de mulheres e homens em uma profissão que poderá vir a garantir o sustento pessoal e familiar. Aliás, o número de mulheres é bem maior do que o de homens.

“Elas chegam de todos os bairros de Salvador e da região metropolitana. Algumas pegam dois ou três ônibus. Saem cedo de casa. Trazem uma enorme esperança. Para muitas a certificação é tão importante que chegamos a nos emocionar”.

A Fundação Jaqueira não abandona alunos após a conclusão do curso. É comum ver ex-alunas assistindo aulas e se esforçando para aprender mais.

“Também temos assegurado a questão da empregabilidade. A população nos procura em busca de indicação de cuidadores. Então, ao realizar estas reuniões que acontecem semanalmente, verificamos as disponibilidades e discutimos as ofertas de trabalho existentes.

As ausências em reunĩoes são imediatamente percebidas. Geralmente, quando se empregam enviam recados, mensagens, e-mails”. E esta prática já se tornou uma tradição.

Infelizmente, todas as práticas estão com a possibilidade de interrupção pois a Igreja da Vitória deverá passar por reformas assim como a casa paroquial.

”A Igreja da Vitória é a nossa principal parceira. O pároco Luiz Simões tem nos permitido atuar em seus salões durante todos estes anos.Lá atendemos desde crianças com transtornos mentais, mulheres vítimas de violência, e realizamos cursos de qualificação, palestras e oficinas. No momento em que as obras começarem não sabemos ainda como daremos continuidade ao nosso trabalho”, comenta a presidente da Fundação Jaqueira.

Esperamos que o governador Jaques Wagner tenha alguma sensibilidade em relação a esta questão. A Fundação tem utilidade pública estadual e diversas moções de aplauso. Mas é mantida exclusivamente pelos abnegados voluntários. “Nunca recebemos nada do Governo do Estado. É como se o executivo não enxergasse o trabalho da Fundação.Não há nenhum tipo de incentivo ou de interesse. Neste caso, repete-se o comportamento dos governadores anteriores”, declara Vera.

Pelas estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje há quase 20 milhões de pessoas com mais de 60 anos no país, representando um pouco mais de 10% da população. Nos próximos anos, a expectativa do IBGE é que, com os avanços da Medicina, aumente ainda mais a expectativa de vida dos cidadãos brasileiros, hoje estimada em 72 anos. Ainda segundo o IBGE, a maior escolaridade também contribui para a maior longevidade, reforçando a importância da instrução para a melhoria da qualidade de vida.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Diretoria da Fundação Jaqueira recebe abraços de artistas.


“A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.
Vera Mattos




Andréa Mattos que breve estará interpretando músicas de Tuzé de Abreu.


Andréa Mattos e Margareth Menezes


Bule Bule, Andréa Mattos, Margareth Menezes


Andréa Mattos, Jackson Costa e Paulo Dourado


Vera Mattos e Tuzé de Abreu


Bule Bule, Margareth Menezes e Vera Mattos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vera Mattos: As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda.




“A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.
Vera Mattos




“A única forma da mulher obter sua independência é através do binômio educação e trabalho. As leis servem para amparar e defender a mulher em
Situação de violência doméstica. Mas a manutenção dela própria e da família passam pelo estudo e qualificação.

Somente através da qualificação profissional e de sua inserção no mercado de trabalho será possível garantir a sua sobrevivência. O Estado não está preparado para atender as mulheres vítimas. Elas voltam para casa porque não contam com abrigos, casas transitórias com a mínima qualidade. Além de fugirem dos agressores, elas também têm que cuidar da família, dos filhos menores e até mesmo de outros familiares”.

Esta é a opinião de Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira e representante do Fórum de Mulheres do Mercosul- Capítulo Brasil/Bahia.
“Avaliando o que é oferecido às mulheres para garantir a segurança pessoal e familiar, percebemos que tudo é transitório e de difícil acesso. Mesmo com todas as redes realizando um trabalho de apoio, o essencial continua difícil. A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.

Vera insiste no fato de que ficou nas décadas finais do século XX a figura da mulher dependente, que espera que o marido seja o provedor e que não sabe exatamente o valor de nada. “Infelizmente, ainda existem muitas mulheres nestas condições. Dependem completamente dos maridos que nem sempre são bons companheiros. E a submissão é concreta. Elas lavam e passam roupas, cozinham, cuidam dos filhos, e não buscaram uma evolução pessoal. Geralmente, ao ficarem mais velhas acabam sendo trocadas como se fossem objetos descartáveis. Antes mesmo de entrarem na menopausa deixam a vida sexual de lado, acreditam que devem fidelidade ao marido e que devem criar ou terminar de criar os filhos. Assim, sem sentir vão abrindo mão de todas as suas possibilidades pessoais.”

Por esta razão, a feminista Vera Mattos acredita que esta é definitivamente a era do trabalho para a mulher. “Temos que qualificar cada vez mais mulheres. Prepara-las para o mercado de trabalho, permitir que tenham acesso à cultura e a educação, disponibilizar cada vez mais conhecimento.
É assim que procuro fazer quando me encontro com mulheres de todas as camadas econômico-sociais. A comunicação deve ser oferecida com absoluta qualidade. Não importa se esta mulher é da periferia ou de bairros nobres. Toda mulher é igual. Toda mulher necessita de respeito, atenção e interesse. Misturar as classes sociais é fundamental para a autoestima, para a compreensão das diferenças e para organização do pensamento.”.

Um exemplo que Vera Mattos oferece é o fato do que nos cursos básicos para cuidadores de idosos, quando a presença feminina é maioria, pessoas de diversos níveis culturais se encontram e o resultado geralmente é positivo. ”A compreensão das diferenças é fundamental. É quando ocorre a compreensão do pensamento. O medo pode fazer com que muitas fiquem caladas. Mas quando a oportunidade de troca acontece, assistimos e participamos de momentos valiosos de crescimento pessoal.”

“Mulheres que trabalham e garantem o próprio sustento tem mais segurança em suas decisões. Deixar para aprender uma profissão quando a crise já chegou ao casamento é uma temeridade. É preciso estar atenta ao mercado de trabalho e buscar algo que seja possível realizar. Conheço mulheres que começaram a vida profissional como manicure e que hoje são empresárias no setor.” -, diz Vera Mattos.

Vera Mattos comemora o fato da Fundação Jaqueira ter qualificado mais de 400 mulheres como cuidadoras de idosos somente no ano de 2009. ”Em nossos cursos nós oferecemos o diferencial que é a compreensão individual para que seja possível cuidar de outra pessoa. Então, respondemos muitos questionamentos inevitáveis para a maioria das mulheres. E queremos avançar nesta área. Ficamos felizes quando acolhemos em nossas salas mulheres de toda a região metropolitana. E comemoramos cada vez que uma tem sua carteira assinada. É um sentimento muito bom. É saber que a partir daquele momento aquela mulher será menos uma na estatística da violência. Que ela poderá decidir com quem ela quer se relacionar. É saber que ela poderá ter uma profissão segura. Enfim, os dramas pessoais e sociais continuarão existindo, mas estamos fazendo a nossa parte”, declara a presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos.