
A Fundação Jaqueira é credenciada pelo Ministério Público a tratar e cuidar dos assuntos relativos a terceira idade. Participe, entre em contato e contribua. Reconhecida como de utilidade pública pela Assembléia Legislativa da Bahia pela Lei 11 032 de 11 de abril de 2008. Faça a sua parte e nos ajude a continuar o trabalho social que realizamos.Seja um benemérito. Este blog integra o site http://fundacao-jaqueira.negocio.site/ Nosso blog: http://www.fundacaojaqueirablogspot.com
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Fundo de População da ONU destaca aspectos positivos do envelhecimento populacional para o país

segunda-feira, 2 de julho de 2018
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
sábado, 14 de janeiro de 2017
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Sabe como escolher um cuidador? Existe um tipo de cuidador para cada idoso.
Somente após a avaliação multidimensional da pessoa idosa será possível indicar um cuidador ou cuidadora.
Na verdade esta avaliação servirá para identificar problemas de saúde condicionantes de declínio funcional.
Mas temos que lembrar que são informações necessárias mas que não substituirão a escuta qualificada realizada por profissional de saúde habilitado e a investigação de todos os aspectos (familiares, sociais, culturais, econômicos, afetivos, biológicos, etc) que envolvem a vida da pessoa.
Mas existem dicas simples:
1. O cuidador básico está destinado a atender idosos que não necessitem de atos médicos em sua rotina diária.Estes profissionais não podem realizar qualquer um dos atos que são praticados por profissionais de saúde.Exemplos: aplicar injeções, verificar pressão arterial, entre outros.Lembremos que a ocupação de cuidador básico está entre aquelas ocupações consideradas "domésticas".
2. O cuidador que também é técnico em Enfermagem poderá ser o cuidador ideal para idosos que necessitam de cuidados especiais incluíndo-se aí atos rotineiros de enfermagem.
3. Cuidadores especializados em gerência para residências e asilos deverão ter nível superior devidamente comprovados.
4. Há uma enorme diferença entre os cuidadores domiciliares, cuidadores para hospitais e cuidadores para asilos e residências geriátricas.
5. A seleção é criteriosa e tem que ser feita conforme cada situação.
6. A análise da situação da família do idoso é fundamental.
7. Todos os critérios devem ser avaliados antes de contratar alguém.Temos que ter o máximo de segurança no sentido de evitar o cuidador com desequilibrio emocional ou que tenha tendência a qualquer tipo de violência contra o idoso.
8. Vamos recordar que o conceito de "ser frágil"foi sendo gradativamente substituído pela condição de "tornar-se frágil".
Vera Mattos
Presidente da Fundação Jaqueira.
domingo, 24 de outubro de 2010
Quando contratar um cuidador ? Palestra da Presid. da Fundação Jaqueira na Igreja da Graça.
Tudo isto na palestra da presidente da Fundação Jaqueira,Vera Mattos, que será realizada na quarta, 15h30m na Igreja da Graça, bairro da Graça, Salvador, Bahia.
Se possível, traga um kg de alimento não perecível.
Venha! Estamos aguardando.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira entrevistada hoje no programa Fala Bahia da Rede Bahia.


Em comemoração aos dez anos da Fundação Jaqueira, a presidente Vera Mattos foi entrevistada pelo Fala Bahia da Rede Bahia. O programa que tem uma belissima audiencia deverá ser transmitido hoje. Fiquem atentos e saibam mais sobre a Fundação Jaqueira, o nome mais forte quando o assunto é a terceira idade.
Programa: Fala Bahia com Emmerson José.
Quando: hoje
horário:18:30 h
Canal: TV Salvador. (28)
Entrevistada:Vera Mattos
Repórter: Yula Verde
domingo, 18 de abril de 2010
sábado, 20 de março de 2010
IN MEMORIAN: MARIA LÚCIA JAQUEIRA DE MATTOS.

Sete anos de Saudades!
Optou pelos analfabetos para alfabetizá-los. Optou pelos esfomeados para alimentá-los. Optou pelos doentes para tratá-los.
As missas in memorian para Maria Lúcia Jaqueira de Mattos serão celebradas na Igreja de Nossa Senhora da Piedade. Estão previstas duas missas amanhã, 21 de março de 2010, nos horários das 11 horas e das 18 horas.
Vamos celebrar a saudade que sentimos desta mulher generosa, amiga dos humildes, cuja porta sempre esteve aberta para o acolhimento aos humildes.
Desbravadora, inovadora, corajosa, frágil e forte. Segurança, seriedade, honestidade.
Exigia muito de todos os seus colaboradores e alunos.
Poderia ter sido apenas mais uma senhora da sociedade baiana.Mas optou pelos pobres, pelos desvalidos.
Optou pelos analfabetos para alfabetizá-los. Optou pelos esfomeados para alimentá-los. Optou pelos doentes para tratá-los.
Nascida em família tradicional, contou com o apoio inestimável das tias Sidrônia Jaqueira, Etelvina Jaqueira Pimenta e Esther Jaqueira Gírio.Dos seus pais Maria da Luz Jaqueira de Mattos e Heráclio Ermelin de Mattos.
Dedicou a juventude a região de Jequié, Bahia. Todos os muncipios vizinhos de alguma forma viveram o impacto que a jovem da Capital levava para o interior. Em Jequié temos conhecimento da existencia da Escola Municipal Maria Lúcia Jaqueira.
Casou-se com Abdon Barretto e com ele teve 3 filhos: o economista Abdon Barretto Filho, o advogado Oyama de Mattos Jaqueira Barretto e a atual presidente da Fundação Jaqueira, jornalista e psicanalista Vera Mattos.Tem vários netos mas queremos destacar Andréa Jaqueira Ermelin de Mattos Vieira que desde os 16 anos se dedica ao trabalho social e tem na avó o maior exemplo.
Um vida dedicada ao amor, ao serviço, ao próximo.
A Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos celebra com enorme saudade este momento.
Agradecemos todas as mensagens de lembranças e saudades.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Vera Mattos:"A paz está ligada diretamente a sustentabilidade. As mulheres devem possuir emprego e renda".
Vera Mattos
“A única forma da mulher obter sua independência é através do binômio educação e trabalho. As leis servem para amparar e defender a mulher em
Situação de violência doméstica. Mas a manutenção dela própria e da família passam pelo estudo e qualificação.
Somente através da qualificação profissional e de sua inserção no mercado de trabalho será possível garantir a sua sobrevivência. O Estado não está preparado para atender as mulheres vítimas. Elas voltam para casa porque não contam com abrigos, casas transitórias com a mínima qualidade. Além de fugirem dos agressores, elas também têm que cuidar da família, dos filhos menores e até mesmo de outros familiares”.
Esta é a opinião de Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira e representante do Fórum de Mulheres do Mercosul- Capítulo Brasil/Bahia.
“Avaliando o que é oferecido às mulheres para garantir a segurança pessoal e familiar, percebemos que tudo é transitório e de difícil acesso. Mesmo com todas as redes realizando um trabalho de apoio, o essencial continua difícil. A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.
Vera insiste no fato de que ficou nas décadas finais do século XX a figura da mulher dependente, que espera que o marido seja o provedor e que não sabe exatamente o valor de nada. “Infelizmente, ainda existem muitas mulheres nestas condições. Dependem completamente dos maridos que nem sempre são bons companheiros. E a submissão é concreta. Elas lavam e passam roupas, cozinham, cuidam dos filhos, e não buscaram uma evolução pessoal. Geralmente, ao ficarem mais velhas acabam sendo trocadas como se fossem objetos descartáveis. Antes mesmo de entrarem na menopausa deixam a vida sexual de lado, acreditam que devem fidelidade ao marido e que devem criar ou terminar de criar os filhos. Assim, sem sentir vão abrindo mão de todas as suas possibilidades pessoais.”
Por esta razão, a feminista Vera Mattos acredita que esta é definitivamente a era do trabalho para a mulher. “Temos que qualificar cada vez mais mulheres. Prepara-las para o mercado de trabalho, permitir que tenham acesso à cultura e a educação, disponibilizar cada vez mais conhecimento.
É assim que procuro fazer quando me encontro com mulheres de todas as camadas econômico-sociais. A comunicação deve ser oferecida com absoluta qualidade. Não importa se esta mulher é da periferia ou de bairros nobres. Toda mulher é igual. Toda mulher necessita de respeito, atenção e interesse. Misturar as classes sociais é fundamental para a autoestima, para a compreensão das diferenças e para organização do pensamento.”.
Um exemplo que Vera Mattos oferece é o fato do que nos cursos básicos para cuidadores de idosos, quando a presença feminina é maioria, pessoas de diversos níveis culturais se encontram e o resultado geralmente é positivo. ”A compreensão das diferenças é fundamental. É quando ocorre a compreensão do pensamento. O medo pode fazer com que muitas fiquem caladas. Mas quando a oportunidade de troca acontece, assistimos e participamos de momentos valiosos de crescimento pessoal.”
“Mulheres que trabalham e garantem o próprio sustento tem mais segurança em suas decisões. Deixar para aprender uma profissão quando a crise já chegou ao casamento é uma temeridade. É preciso estar atenta ao mercado de trabalho e buscar algo que seja possível realizar. Conheço mulheres que começaram a vida profissional como manicure e que hoje são empresárias no setor.” -, diz Vera Mattos.
Vera Mattos comemora o fato da Fundação Jaqueira ter qualificado mais de 400 mulheres como cuidadoras de idosos somente no ano de 2009. ”Em nossos cursos nós oferecemos o diferencial que é a compreensão individual para que seja possível cuidar de outra pessoa. Então, respondemos muitos questionamentos inevitáveis para a maioria das mulheres. E queremos avançar nesta área. Ficamos felizes quando acolhemos em nossas salas mulheres de toda a região metropolitana. E comemoramos cada vez que uma tem sua carteira assinada. É um sentimento muito bom. É saber que a partir daquele momento aquela mulher será menos uma na estatística da violência. Que ela poderá decidir com quem ela quer se relacionar. É saber que ela poderá ter uma profissão segura.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Flávio de Paula recebe Vera Mattos: Campanha Graça Solidária e Fundação Jaqueira.


A Campanha Graça Solidária conta a partir de agora com a parceria da Fundação Jaqueira. Como primeiro resultado está garantida a doação de cinco mil pratos de sopa mensais.Voluntários da Campanha Graça Solidária compareceram na Igreja da Graça quando assistiram palestra da Dra. Vera Mattos sobre a importância do trabalho a ser desenvolvido. O casal Hortência e Flávio de Paula reuniu um grande número de amigos.Com cânticos e orações, tivemos uma bela manhã.
As instituições a serem beneficiadas enviaram representantes e todas as dúvidas foram esclarecidas.Logo após houve a degustação da sopa.
A escolha da Campanha da Graça Solidária para receber os cinco mil pratos de sopa mensalmente foi do Monsenhor Gaspar Sadoc. A atitude dele foi recebida com grande alegria pelos voluntários da Campanha Graça Solidária.
A Fundação Jaqueira coloca-se integralmente ao dispor da Campanha.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Dia Internacional da Mulher. Comemoremos!
Alunas de São Cristovão...
Alunas de Valéria...
Alunas de Pau Miúdo...
Alunas de Itapoan...
Alunas de Patamares...
Alunas de Mussurunga...
Alunas de Santo Agostinho...
Alunas de Pau da Lima...
Alunas de Águas Claras...
Alunas de Castelo Branco...
Alunas de Pituaçu...
Alunas de Narandiba...
Alunas de Nazaré...
Alunas de Lauro de Freitas...
Alunas de Camaçari...
Alunas de Dias D'Ávila...
Alunas da Graça...
Alunas da Barra...
Alunas do Canela...
Alunas do Centro...
Alunas da região metropolitana de Salvador...
Alunas de outros municipios, de outros Estados e de outros Países.
Temos orgulho de vocês.
Aquele abraço!
Vera Mattos
Presidente da Fundação Jaqueira
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Vera Mattos:um pouco sobre nossa presidente.
Vera Mattos
Jornalista e escritora. É Conselheira em Direitos Humanos. Militante, ativista. Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos, dirigente da ong Risco Mulher Brasil e da Rede de Atenção a Crianças em Déficit Mental. Representa na Bahia o Fórum de Mulheres do Mercosul, Capítulo Brasil, seção Bahia.
Vera Mattos vem sofrendo ameaças de morte pela sua luta contra a pedofilia e contra a violência exercida contra a mulher.
Há mais de 20 anos luta como defensora dos Direitos Humanos no Brasil e também se envolve em questões internacionais. Seus artigos são amplamente veiculados pela mídia.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
FUNDAÇÃO JAQUEIRA NECESSITA DE ATENÇÃO DO GOVERNO BAIANO PARA DAR CONTINUIDADE AO SEU TRABALHO.
“Nunca recebemos nada do Governo do Estado. É como se o executivo não enxergasse o trabalho da Fundação.Não há nenhum tipo de incentivo ou de interesse. Neste caso, repete-se o comportamento dos governadores anteriores”, declara Vera Mattos.
Durante os cursos de qualificação para a formação de cuidadores de idosos, as alunas receberam orientação prática e teórica sobre comportamento, psicologia do envelhecimento,convivência,entretenimento,apoio nutricional, suporte para a família e higiene. Também são introduzidas no universo da Gerontologia, Geriatria e Psicogeriatria.
Para Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira, o curso é muito importante, “pois delimita as funções do cuidador de idosos. Muita gente acha que as pessoas que exercem essa atividade podem fazer procedimentos como curativos e medir pressão arterial. O que é um equívoco, pois são funções que só devem ser exercidas por profissionais de enfermagem”, alerta.
Na sua avaliação, as atividades desenvolvidas foram de fundamental importância para garantir mais segurança e qualificação às profissionais que cuidam de idosos no município de Salvador, Bahia.
“ É importante ressaltar a qualificação de mulheres e homens em uma profissão que poderá vir a garantir o sustento pessoal e familiar. Aliás, o número de mulheres é bem maior do que o de homens.
“Elas chegam de todos os bairros de Salvador e da região metropolitana. Algumas pegam dois ou três ônibus. Saem cedo de casa. Trazem uma enorme esperança. Para muitas a certificação é tão importante que chegamos a nos emocionar”.
A Fundação Jaqueira não abandona alunos após a conclusão do curso. É comum ver ex-alunas assistindo aulas e se esforçando para aprender mais.
“Também temos assegurado a questão da empregabilidade. A população nos procura em busca de indicação de cuidadores. Então, ao realizar estas reuniões que acontecem semanalmente, verificamos as disponibilidades e discutimos as ofertas de trabalho existentes.
As ausências em reunĩoes são imediatamente percebidas. Geralmente, quando se empregam enviam recados, mensagens, e-mails”. E esta prática já se tornou uma tradição.
Infelizmente, todas as práticas estão com a possibilidade de interrupção pois a Igreja da Vitória deverá passar por reformas assim como a casa paroquial.
”A Igreja da Vitória é a nossa principal parceira. O pároco Luiz Simões tem nos permitido atuar em seus salões durante todos estes anos.Lá atendemos desde crianças com transtornos mentais, mulheres vítimas de violência, e realizamos cursos de qualificação, palestras e oficinas. No momento em que as obras começarem não sabemos ainda como daremos continuidade ao nosso trabalho”, comenta a presidente da Fundação Jaqueira.
Esperamos que o governador Jaques Wagner tenha alguma sensibilidade em relação a esta questão. A Fundação tem utilidade pública estadual e diversas moções de aplauso. Mas é mantida exclusivamente pelos abnegados voluntários. “Nunca recebemos nada do Governo do Estado. É como se o executivo não enxergasse o trabalho da Fundação.Não há nenhum tipo de incentivo ou de interesse. Neste caso, repete-se o comportamento dos governadores anteriores”, declara Vera.
Pelas estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje há quase 20 milhões de pessoas com mais de 60 anos no país, representando um pouco mais de 10% da população. Nos próximos anos, a expectativa do IBGE é que, com os avanços da Medicina, aumente ainda mais a expectativa de vida dos cidadãos brasileiros, hoje estimada em 72 anos. Ainda segundo o IBGE, a maior escolaridade também contribui para a maior longevidade, reforçando a importância da instrução para a melhoria da qualidade de vida.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Diretoria da Fundação Jaqueira recebe abraços de artistas.
“A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.
Vera Mattos
Andréa Mattos que breve estará interpretando músicas de Tuzé de Abreu.

Andréa Mattos e Margareth Menezes

Bule Bule, Andréa Mattos, Margareth Menezes

Andréa Mattos, Jackson Costa e Paulo Dourado

Vera Mattos e Tuzé de Abreu

Bule Bule, Margareth Menezes e Vera Mattos
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Vera Mattos: As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda.

“A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.
Vera Mattos
“A única forma da mulher obter sua independência é através do binômio educação e trabalho. As leis servem para amparar e defender a mulher em
Situação de violência doméstica. Mas a manutenção dela própria e da família passam pelo estudo e qualificação.
Somente através da qualificação profissional e de sua inserção no mercado de trabalho será possível garantir a sua sobrevivência. O Estado não está preparado para atender as mulheres vítimas. Elas voltam para casa porque não contam com abrigos, casas transitórias com a mínima qualidade. Além de fugirem dos agressores, elas também têm que cuidar da família, dos filhos menores e até mesmo de outros familiares”.
Esta é a opinião de Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira e representante do Fórum de Mulheres do Mercosul- Capítulo Brasil/Bahia.
“Avaliando o que é oferecido às mulheres para garantir a segurança pessoal e familiar, percebemos que tudo é transitório e de difícil acesso. Mesmo com todas as redes realizando um trabalho de apoio, o essencial continua difícil. A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.
Vera insiste no fato de que ficou nas décadas finais do século XX a figura da mulher dependente, que espera que o marido seja o provedor e que não sabe exatamente o valor de nada. “Infelizmente, ainda existem muitas mulheres nestas condições. Dependem completamente dos maridos que nem sempre são bons companheiros. E a submissão é concreta. Elas lavam e passam roupas, cozinham, cuidam dos filhos, e não buscaram uma evolução pessoal. Geralmente, ao ficarem mais velhas acabam sendo trocadas como se fossem objetos descartáveis. Antes mesmo de entrarem na menopausa deixam a vida sexual de lado, acreditam que devem fidelidade ao marido e que devem criar ou terminar de criar os filhos. Assim, sem sentir vão abrindo mão de todas as suas possibilidades pessoais.”
Por esta razão, a feminista Vera Mattos acredita que esta é definitivamente a era do trabalho para a mulher. “Temos que qualificar cada vez mais mulheres. Prepara-las para o mercado de trabalho, permitir que tenham acesso à cultura e a educação, disponibilizar cada vez mais conhecimento.
É assim que procuro fazer quando me encontro com mulheres de todas as camadas econômico-sociais. A comunicação deve ser oferecida com absoluta qualidade. Não importa se esta mulher é da periferia ou de bairros nobres. Toda mulher é igual. Toda mulher necessita de respeito, atenção e interesse. Misturar as classes sociais é fundamental para a autoestima, para a compreensão das diferenças e para organização do pensamento.”.
Um exemplo que Vera Mattos oferece é o fato do que nos cursos básicos para cuidadores de idosos, quando a presença feminina é maioria, pessoas de diversos níveis culturais se encontram e o resultado geralmente é positivo. ”A compreensão das diferenças é fundamental. É quando ocorre a compreensão do pensamento. O medo pode fazer com que muitas fiquem caladas. Mas quando a oportunidade de troca acontece, assistimos e participamos de momentos valiosos de crescimento pessoal.”
“Mulheres que trabalham e garantem o próprio sustento tem mais segurança em suas decisões. Deixar para aprender uma profissão quando a crise já chegou ao casamento é uma temeridade. É preciso estar atenta ao mercado de trabalho e buscar algo que seja possível realizar. Conheço mulheres que começaram a vida profissional como manicure e que hoje são empresárias no setor.” -, diz Vera Mattos.
Vera Mattos comemora o fato da Fundação Jaqueira ter qualificado mais de 400 mulheres como cuidadoras de idosos somente no ano de 2009. ”Em nossos cursos nós oferecemos o diferencial que é a compreensão individual para que seja possível cuidar de outra pessoa. Então, respondemos muitos questionamentos inevitáveis para a maioria das mulheres. E queremos avançar nesta área. Ficamos felizes quando acolhemos em nossas salas mulheres de toda a região metropolitana. E comemoramos cada vez que uma tem sua carteira assinada. É um sentimento muito bom. É saber que a partir daquele momento aquela mulher será menos uma na estatística da violência. Que ela poderá decidir com quem ela quer se relacionar. É saber que ela poderá ter uma profissão segura. Enfim, os dramas pessoais e sociais continuarão existindo, mas estamos fazendo a nossa parte”, declara a presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos.



